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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#FLIP 2011 - Íntegra da mesa O humano além do humano

Conceição Oliveira publicou a íntegra do áudio da mesa 4 da FLIP 2011, O humano além do humano.


Abaixo, a íntegra da palestra do neurocientista brasileiro – Miguel Nicolelis – e do colunista machista da Folha, Pondé, que também se apresenta como filósofo. Vale a pena até ouvir a longa e chata  fala blasé de Pondé para ouvir Nicolelis falar da experiência do instituto que dirige em Macaíba, RN.
Para Nicolelis Educação nos dias atuais é um produto que tentamos vender pra quem não quer comprar. Essa geração é mais proficiente em tecnologia que a geração de seus pais.
A Escola do Cérebro, em Macaíba, próximo a Natal, de acordo com o neurocientista, é um casamento sacramentado pelo STF entre Paulo Freire e Santos Dumont.
Nicolelis fala sério brincando: se Santos Dumont tivesse ido para a escola, desde o jardim da infância, jamais teria voado, seria desestimulado pelos seus professores, prestaria vestibular e faria Fisolofia (pausa para rir da sacaneada que Nicolelis dá em Pondé nesta passagem).
E diante da desesperança e chatice de Pondé, Nicolelis apresenta a escola do cérebro em Macaíba como um micro experimento de ‘nação’, nada a ver com Estado-Nação ou projetos totalitários, mas com uma perspectiva de educação transformadora que poderia se tornar realidade em todo o Brasil. Enjoy!




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