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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

E se o caso do News of the World ocorresse aqui no Brasil, o que aconteceria?


A resposta é: Nada. Desde o fim da Lei da Imprensa, sem que se tenha colocado nada no lugar, os cidadãos estamos absolutamente desprotegidos, ante o poder avassalador das corporações midiáticas.

Graças a figuras como o deputado Miro Teixeira (Miro Teixeira pensa que todo brasileiro é deputado) estamos nas mãos das fichas falsas, dos grampos sem áudio, dos vazamentos seletivos de informação, das mentiras e calúnias deslavadas, sem nada que nos proteja - a não ser o Judiciário moroso, corrupto, remado por advogados acumpliciados com ministros do STF, como denunciou o advogado Piovesan, autor de um pedido de impeachment de Gilmar Bacamarte Mendes (Advogado pede impeachment de Gilmar Mendes por 'relações perigosas' com advogado da Globo, de Dantas...e de Gilmar Mendes).

Por isso, o escândalo dos grampos do mais que centenário tabloide inglês não daria em nada no Brasil.

Como nunca aconteceu nada com os diretores de jornalismo de O Globo, TV Globo, Folha, Estadão etc.

E nada acontecerá enquanto não percebermos que temos que agir, não só nos blogs e redes sociais. Temos que ir às ruas para exigir uma Ley de Medios aqui no Brasil. Já.

Ah, só mais um detalhe. Segundo soube, as corporações midiáticas brasileiras só estão cobrindo o caso do News of the World (e mesmo assim, de leve, com mãos de gato) porque:
Rupert Murdoch deve dar com os costados no Brasil mês que vem. O velho homem de imprensa estaria vindo conversar sobre a criação de um jornal de circulação nacional. Com a maioria acionária de um brasileiro, como exige a legislação, obviamente. [nota de junho deste ano][Fonte]

Espaço para esse jornal há. Murdoch percebeu. Mas nosso empresariado, nada. O PT, nada. Como já perguntei aqui (O poder relativo da blogosfera versus o poder impositivo da 'grande imprensa'. Que fazer?), por que não é feito?

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