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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#DemoCom: O sequestro da liberdade

A liberdade de expressão foi seqüestrada no Brasil. Ao lado de outros princípios democráticos, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa foram raptadas por aqueles que têm uma visão bastante parcial que compreendem que os verdadeiros valores da democracia são defendidos apenas por seus representantes, exemplificados em entidades como o Instituto Milenium ou a ANJ.
Precisamos retomar para nós esse discurso. A perda dele tem feito que toda luta empreendida em busca de uma maior democratização das mídias seja logo tachada, nos meios convencionais tradicionais, de ameaça à própria democracia.
Penso que há duas coisas que devem, entre tantas outras, ser trazidas pelos lutadores da democracia para garantir as vozes dos outros que não costumam ser ouvidos.
De um lado temos a emergência das redes sociais e da blogosfera, que são boas representações do que traz a Internet em termos de mudança no polo da emissão das informações. Dessa forma, tendo acesso à rede qualquer um pode ser, não apenas leitor, mas produtor de texto e outros gêneros multimidiáticos com uma liberdade que é seu diferencial - ainda que seja relativa e ameaçada por projetos como o AI 5 Digital do senador Eduardo Azeredo (PSDB).
Essa realidade serve para reforçar a importância de lutarmos por um Plano Nacional de Banda Larga que seja contribuinte real nesse processo e não apenas uma maneira de manter e reforçar o oligopólio das teles na Internet e banda larga no país.
O outro ponto é a compreensão crítica dos processos, práticos e teóricos, que dizem respeito ao estudo da linguagem, discurso e comunicação a partir da perspectiva da dialogia e também da presença real e concreta da diversidade de vozes no contexto sócio-cultural e político. Assim, teremos conteúdo reflexivo e teórico-prático nas batalhas pela garantia das vozes alternativas - que representamos - no campo midiático.

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