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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

“Como foi possível que tal pessoa fosse corrupta?”, pergunta Slavoj Zizek

O filósofo esloveno Slavoj Zizek foi entrevistado na edição de Junho da revista Cult.  Confesso que terminei de ler sua entrevista apenas hoje.  Zizek participou do 3o Congresso Internacional  de Jornalismo Cultural, promovido pela revista.  
Falou sobre a força que a ideologia tem ao negar a possibilidade de outros mundos.
Destacarei dois pequenos trechos de sua entrevista.
Zizek falava sobre o fato de crer que não há outro tipo de populismo, a não ser o baseado no medo.  O réporter, após uma referência do entrevistado a Hugo Chavez, pergunta sobre Lula. 
Foi mesmo populista o governo Lula? Não foi, pelo que sei.  Não vamos confundir populismo com apelo popular.
Vou dizer algo horrível para um esquerdista radical: numa escolha entre Chavez e Lula, fico com Lula.
Mais adiante, a revista o questiona sobre o silêncio da presidenta Dilma Rousseff a respeito das denúncias contra o ex-ministro Antônio Palocci.  Zizek responde:
Mas a corrupção individual não me interessa tanto como a questão geral, por exemplo: “Como foi possível que tal pessoa fosse corrupta?”.  Gosto das variações daquela frase brechtiana: “O que é um roubo a um banco comparado com a fundação de um banco?”. A mídia burguesa gosta desse tipo de escândalo porque reafirma o sistema.

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