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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Blogueiro assassinado no RN: CIDH cobra investigações

Washington, 14 jul (EFE).- A Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou nesta quinta-feira o assassinato do blogueiro e dirigente político brasileiro Edinaldo Filgueira e pediu ao Governo da presidente Dilma Rousseff que esclareça o incidente.

Filgueira, que tinha sido presidente do PT da cidade de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, e escrevia em um blog sobre assuntos políticos regionais, foi assassinado no dia 15 de junho passado.

A CIDH, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), pediu em comunicado a "rápida atuação" das autoridades brasileiras para investigar o crime e prender os autores.

"É dever dos Estados prevenir e investigar essas ocorrências, sancionar seus autores e assegurar reparação adequada às vítimas", lembra a comissão, citando a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da entidade.

Segundo a informação disponível, três homens se aproximaram de Filgueira quando o ativista, de 36 anos, saía do trabalho e foi alvejado por três homens, que atiraram pelo menos seis vezes. Ele tinha recebido ameaças de morte após publicar um artigo em que criticava autoridades locais.

A CIDH elogiou a prisão de cinco suspeitos do crime nos últimos dias 2 e 3. Nas operações policiais desses dias, também foram apreendidas armas e munição que podem ter sido usadas no assassinato do ativista.

"O assassinato, o seqüestro, a intimidação e a ameaça aos comunicadores sociais, assim como a destruição material dos meios de comunicação, viola os direitos fundamentais das pessoas e limitam severamente a liberdade de expressão", diz a Declaração de Princípios.

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