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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Agressão a ator negro chega ao UOL

Publiquei no último domingo - ou seja, há dois dias - um post comentando o caso da agressão ao ator Henrique Alexandre de Sena, motivada por racismo, durante festival de teatro em Blumenau (SC).
O relato do ator foi publicado no próprio domingo, pouco antes das 17 h.  Apenas hoje, no fim da tarde, o UOL publicou uma nota a respeito - e confesso que não vi notas em outros portais ou sites nacionais.
Por que essa demora em noticiar um crime motivado por racismo?  Por que fere a ideologia de Kamels da vida - aqueles que defendem que não há racismo no país (como também não haveria homofobia) - noticiar um crime motivado por racismo?  Lembro que o fato ocorreu na madrugada do dia 12 para o dia 13 - ou seja, há uma semana.

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