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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A origem da Marcha das Vadias

 
Inspirada no movimento originado em Toronto/CA, que busca reverter a cultura que culpa as vítimas por casos de violência sexual e que desencoraja as mulheres a denunciar os crimes, a Marcha das Vagabundas (SlutWalk, em inglês) movimenta Natal neste sábado, 23 de Julho.

O movimento inicial aconteceu em abril, quando alunas de uma universidade no Canadá resolveram protestar depois que um policial sugeriu que as estudantes do sexo feminino deveriam evitar se vestir como 'vagabundas/vadias' para não serem vítimas de abuso sexual.

No Brasil, mobilizações já ocorreram em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília entre outras cidades e capitais e agora articula-se a Marcha em Natal...

— Vivemos em uma sociedade que ensina 'não sejam estupradas', em vez de 'não estuprem — diz Madô Lopez, idealizadora do evento em SP.

No Canadá, o policial questionou a forma como as mulheres se vestem. 

— As mulheres devem evitar se vestir como vadias para não se tornarem vítimas — falou Michael Sanguinetti.

A polêmica se agigantou via Facebook e Twitter. Após a marcha de Toronto, que reuniu 3 mil pessoas em abril, houve passeatas pelo Canadá, EUA e Austrália e já em muitos outros países/cidades do mundo. Há marchas acontecendo em todos os continentes...

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