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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A cara de cearense e as outras caras


Eu tenho cara de caririense do Crato, cara de cearense, cara de nordestino, cara de gente diferenciada e, segundo o norueguês da recente tragédia, cara de brasileiro disfuncional.
Tenho cara de judeu (como insinuaram em um bar de Beirute, Líbano) e cara de egípcio lóki -quando eu era mais bonitinho, me confundiram em uma taverna da Calle de la Cruz, em Madrid, com um egípcio, repare só, um design egípcio, o Karim Rashid.
Você tem cara de quê? A solene indagação vem a propósito da polêmica provocada pela legítima esposa do diretor global Marcos Paulo, a Antônia Fontenelle.
No twitter, a atriz, na maior cara de pau, respondeu a um texto do crítico Pablo Villaça, do site “Cinema em cena”, com o que ela imagina ser uma ofensa: o rapaz teria cara de cearense. 
A crítica foi sobre o filme do maridão, que dirigiu "Assalto ao Banco Centra", baseado em fatos reais ocorridos, por coincidência, no Ceará.
Pablo Villaça é mineiro, mas poderia ser cearense, com muito orgulho, segundo o próprio.
Poderia ser cearense como a cantora Bjork é cearense, como o escritor John Updike é cearense, como o craque Iniesta (Barcelona) é o maior dos cearenses.
Como o Truman Capote é cearense desde pequenininho, a cara e a voz de cearense de Tracey Thorn, o Nicholas Cage tem muitas poses de cearense e até a Bette Davis, nas suas horas de bondade ou de maldade, foi mega cearense.
Duvidam? Então confiram aqui e agora no blog dos amigos Cearenses Internacionais.
E você, amigo(a), repito, tem cara de quê?

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