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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A cara de cearense e as outras caras


Eu tenho cara de caririense do Crato, cara de cearense, cara de nordestino, cara de gente diferenciada e, segundo o norueguês da recente tragédia, cara de brasileiro disfuncional.
Tenho cara de judeu (como insinuaram em um bar de Beirute, Líbano) e cara de egípcio lóki -quando eu era mais bonitinho, me confundiram em uma taverna da Calle de la Cruz, em Madrid, com um egípcio, repare só, um design egípcio, o Karim Rashid.
Você tem cara de quê? A solene indagação vem a propósito da polêmica provocada pela legítima esposa do diretor global Marcos Paulo, a Antônia Fontenelle.
No twitter, a atriz, na maior cara de pau, respondeu a um texto do crítico Pablo Villaça, do site “Cinema em cena”, com o que ela imagina ser uma ofensa: o rapaz teria cara de cearense. 
A crítica foi sobre o filme do maridão, que dirigiu "Assalto ao Banco Centra", baseado em fatos reais ocorridos, por coincidência, no Ceará.
Pablo Villaça é mineiro, mas poderia ser cearense, com muito orgulho, segundo o próprio.
Poderia ser cearense como a cantora Bjork é cearense, como o escritor John Updike é cearense, como o craque Iniesta (Barcelona) é o maior dos cearenses.
Como o Truman Capote é cearense desde pequenininho, a cara e a voz de cearense de Tracey Thorn, o Nicholas Cage tem muitas poses de cearense e até a Bette Davis, nas suas horas de bondade ou de maldade, foi mega cearense.
Duvidam? Então confiram aqui e agora no blog dos amigos Cearenses Internacionais.
E você, amigo(a), repito, tem cara de quê?

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