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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Ferdinando Teixeira já não é mais o técnico do ABC. Foi substituído por Arthur Neto, que já estava em Natal quando o ABC retornou de Santa Catarina, após ser derrotado pelo Criciúma na última terça-feira. Atitude pouco ética da diretoria do clube, mas deixa esse detalhe para outro dia. Há muito tempo eu achava que os dias de Ferdinando Teixeira no ABC já haviam se esgotado. O texto a seguir publiquei como comentário em um blog de Natal:

A Frasqueira, ao contrário do que disseram alguns, já não queria FT. Foi a pressão da Frasqueira que fez JT mudar de idéia (lembram quando ele falou que deixava de ser presidente, mas FT continuava?).
Não quero saber se ML é lobista, mas sei que desde os dois jogos da série C que assisti do ABC aqui em Salvador, contra o Bahia, não levava fé em sua capacidade técnica e tática. Ano passado, era patente que o ABC era um time tão bom, ou melhor que o Bahia. Mas, nitidamente por opção tática, o ABC se acovardava na Fonte Nova lotada. Resultado? Dois jogos, cinco gols sofridos, nenhum marcado.
Lembram do jogo contra o Atlético? O ABC precisava de um empate, pelo menos, para poder ir para a última rodada sem precisar de combinação de resultados para subir. Minha tristeza e raiva me consumiram antes do jogo quando a rádio noticiou que FT decidiu preservar Wallyson para o jogo de Natal contra o Bragantino. Liguei para um primo em Natal para avisar que a vaca tinha ido para o Brejo. Já achava difícil o ABC arrancar ponto do Atlético no Serra Dourada, ainda mais com Wallyson poupado. Aquele foi o dia mais triste do ano para mim (piorado com a tragédia da Fonte Nova, que deixou o ar aqui em Salvador bem mais carregado). O ABC tomou 3 do Atlético, Bahia e Vila Nova empataram aqui em Salvador. Passei quatro dias deprimido já que, ABC subi, só se houvesse um milagre: Nacional ganhar do Vila em Goiânia, ou Barras ganhar do Atlético em Teresina. Além disso, ganhar do Bragantino. Subimos, mas não por causa de FT. Ele atrapalhou o quanto pôde.
A insistência em manter Adelmo no time, a forma como trata/esquece Rodriguinho, um time que não treina, que não tem jogadas ensaiadas, que passou maior parte do campeonato, quando Bosco era titular, sem acertar uma falta ou escanteio - faltas e escanteios sempre foram jogadas perdidas, porque todas eram desperdiçadas -, que joga com dois meias mas só dá chutões (como ontem), que não apresenta qualquer alternativa tática durante um jogo, só pode ter um problema: o treinador. Marcos Lopes pode até ter feito lobby contra Ferdinando, mas eu cheguei sozinho à conclusão, há muito tempo, que ele não devia ser técnico do ABC. E ontem eu havia decidido que nunca mais ia ao Frasqueirão com JT e FT no ABC. Agora, posso repensar minhas decisões, já que JT ouviu, finalmente, a voz da Frasqueira.

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