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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Por causa da Olimpíada, começou uma discussão na mídia (especialmente a não-especializada em esporte) sobre investimento esportivo no país. Eu tenho minha opinião. Vou copiar e anexar abaixo.

Tenho minhas dúvidas se um país precisa investir em esporte de rendimento, de resultado.
Mas não tenho dúvidas de que o país precisa investir no esporte e na atividade física na baixada e em tantas áreas mais carentes. Esporte como cultura, como lazer, como desenvolvimento, saúde e qualidade de vida.
Conversava com um amigo, atleta e profissional de educação física. Ele me fez ver o seguinte: esporte olímpico, de resultado, não melhora a vida de ninguém, muito menos do atleta (não falo de fama e dinheiro, observe). Uma das falácias do esporte olímpico é que ele é saúde, mas não existe atleta de alto rendimento que não encerre sua carreira carecendo de saúde em virtude do que representa uma vida de esporte profissional. Os ex-atletas não são saudáveis. Outra falácia, contra as drogas, morre na hora em que você observa, por exemplo, a NBA. Ou os resultados olímpicos impulsionados pelo dopping. Ou a quantidade enorme de atletas de ponta com canceres nos testículos (indício forte de dopping)...

Esporte e atividade física precisam ser políticas públicas, mas não para tornar o país uma potência olímpica. Para que o Brasil precisa ser uma potência olímpica?

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