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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Voltei hoje de manhã para Salvador. Meu vôo foi às 9h e Kênia viajou às 9h30 para Natal. Fomos juntos para o aeroporto mas não viemos juntos para o mesmo destino. Pouco antes de embarcar, nos deparamos com Rubem Alves. Sugeri que Kênia fosse falar com ele depois de meu embarque. Kênia me ligou e disse que ele viria no meu vazio vôo.
Falei com ele. Disse que minha mulher estava frustrada do lado de fora da aeronave por não ter falado com ele. E que me mandou dizer que o amava. Fiz essa foto abaixo. Voltei a falar com o professor e ex-pastor presbiteriano já aqui no aeroporto de Salvador.

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