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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Recomendo a quem visitar Natal ou a quem mora na cidade. Na Ribeira, próxima à Tavares de Lira, um espaço cultural com a melhor música de Natal e com uma estrutura cada vez melhor. É o Buraco da Catita. Na sexta eu ainda estive lá, depois do jogo do ABC. Fiquei muito feliz em ver o sucesso de meu irmão, Camilo Lemos, que comanda o lugar.

O Buraco, Rosa de Pedra, Khrystal: tudo isso é manifestação da mais fiel cultura popular nordestina manifesta no RN.

Tem uma letra de Ricardo Baya que depois eu posto aqui. Sotaque. Muito bom.

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