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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Estou recomeçando.

Foram algumas motivações. Uma delas é que Ela resolveu mudar.

Outra, certamente, é o meu doutorado, em que continuo pesquisando essa ferramenta/meio tão interessante, desafiador e ainda desconhecido: a blogosfera.

Mas o motivo principal é que ter uma opinião, uma primeira opinião, é algo cada vez mais complicado em nossos dias. Gosto muito de ler meu irmão aqui ou aqui, mesmo não concordando em muitas coisas que ele defende. Mas ele tem o direito e exerce seu direito de opinar.

No entanto, as pessoas querem cassar o direito de outros opinarem. O Edmo perdeu o emprego por querer ter o direito que os poderosos querem negar: opinião.
Até o ombudsman da Folha, Mário Magalhães, não teve seu segundo mandato aprovado, porque ousava opinar abertamente na web. Aliás, ele recebia por isso, mas estaria, com suas críticas, municiando os concorrentes com informações sobre as falhas do jornal que lhe pagava salário - para fazer exatamente o que fazia.

Não pensem os leitores mais incautos que eu creio na liberdade de expressão. Não creio, mas sei que ser blogueiro é o mais próximo, atualmente, que um sujeito tem de se expressar livremente no mundo da informação de hoje.

Diversos condicionantes fazem parte do processo de criação da notícia e da venda de informações. As teorias, que me são muito caras, do newsmaking e tudo aquilo de mais contemporâneo que faz parte dos estudos da comunicação e do jornalismo ajudam a entender, entre outras coisas, porque a opinião causa medo e porque o Conselho Federal de Jornalismo causou terror quando foi proposto. Mas não cabe no limite desse texto nem da minha capacidade de me concentrar, com sono, discutir esses aspectos.

O que me diz respeito é que, motivado por tantas fontes, voltei a ser blogueiro. Essas são minhas primeiras opiniões.

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