Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Estou recomeçando.

Foram algumas motivações. Uma delas é que Ela resolveu mudar.

Outra, certamente, é o meu doutorado, em que continuo pesquisando essa ferramenta/meio tão interessante, desafiador e ainda desconhecido: a blogosfera.

Mas o motivo principal é que ter uma opinião, uma primeira opinião, é algo cada vez mais complicado em nossos dias. Gosto muito de ler meu irmão aqui ou aqui, mesmo não concordando em muitas coisas que ele defende. Mas ele tem o direito e exerce seu direito de opinar.

No entanto, as pessoas querem cassar o direito de outros opinarem. O Edmo perdeu o emprego por querer ter o direito que os poderosos querem negar: opinião.
Até o ombudsman da Folha, Mário Magalhães, não teve seu segundo mandato aprovado, porque ousava opinar abertamente na web. Aliás, ele recebia por isso, mas estaria, com suas críticas, municiando os concorrentes com informações sobre as falhas do jornal que lhe pagava salário - para fazer exatamente o que fazia.

Não pensem os leitores mais incautos que eu creio na liberdade de expressão. Não creio, mas sei que ser blogueiro é o mais próximo, atualmente, que um sujeito tem de se expressar livremente no mundo da informação de hoje.

Diversos condicionantes fazem parte do processo de criação da notícia e da venda de informações. As teorias, que me são muito caras, do newsmaking e tudo aquilo de mais contemporâneo que faz parte dos estudos da comunicação e do jornalismo ajudam a entender, entre outras coisas, porque a opinião causa medo e porque o Conselho Federal de Jornalismo causou terror quando foi proposto. Mas não cabe no limite desse texto nem da minha capacidade de me concentrar, com sono, discutir esses aspectos.

O que me diz respeito é que, motivado por tantas fontes, voltei a ser blogueiro. Essas são minhas primeiras opiniões.

Comentários

Postagens mais visitadas