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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Hora das trevas

Hora das trevas

 

Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está chegando aquele que manda neste mundo.

João 14. 30

 

Estava se aproximando a hora de Jesus, mas aquela era a hora das trevas.  Satanás estava se aproximando, na ilusão de que poderia ter vitória.  Afinal, a morte de Jesus era, agora, fato decidido.  E Jesus morto, que ameaça poderia representar para os planos malignos?

Satanás estava cego.  Era incapaz de perceber que aquilo tudo fazia parte do plano de Deus.  Nada ali seria acidental.  A morte de Jesus não havia sido decidida, como poderia pensar, por ele, o diabo.  Era o plano eterno de Deus, antes da fundação do mundo.  Não era a Sua derrota, mas Sua mais absoluta vitória: E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais.  Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória (Cl. 2. 15).

Mas estava se aproximando o momento das trevas.  Jesus ia ser traído e entregue para ser barbaramente torturado e morto.  Era um momento em que, ao menos aparentemente, Satanás poderia celebrar vitória.  Pelo menos até que tomasse pé da realidade.  E, quando isso acontecesse, seria tarde.

Muitas vezes vivenciamos momento assemelhado.  São horas de aparentes vitórias retumbantes do diabo e suas hostes.  Momentos das trevas, em que parece que Deus se ausentou e a Sua vitória é impossível.

São horas para exercitar a fé.  Fé que se baseia na incrível realidade de que o diabo já é um adversário derrotado.  O poder pertence a Jesus e a Sua vitória foi consumada na Cruz do Calvário.

Há momentos em que as lutas nos afligem profundamente.  Há momentos em que, abatidos, nos sentimos totalmente derrotados.  Há momentos em que, humilhados, nos consideramos casos perdidos.  Há momentos em que o mal e as trevas parecem tão prevalecentes que desesperamos da própria vida.  Há momentos em que nos apercebemos em meio a uma hora de domínio das trevas.

Essa é a hora de, pela fé, olharmos para o Sol da Justiça, cuja Luz dissipa qualquer nuvem oposta.  Essa é a hora de alimentar nossa alma dos Rios de Vida do Espírito e retomar o curso rumo a Cristo.  Essa é a hora de lutarmos com Deus para que, comendo da carne e bebendo do sangue de Jesus, sejamos arrastados em plena comunhão para a profunda intimidade nos braços do Pai.  É a hora, enfim, de firmes nas promessas da Palavra de Deus, lutarmos e vencermos pela fé.

 

Daniel Dantas

Missionário da 1ª IPI do Natal

http://cavernadeadulao.blogspot.com

 

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