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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Com Jesus

Com Jesus

 

Pai, quero que onde eu estiver, estejam também comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória, a glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo.

João 17. 24

 

Estar na presença de uma autoridade é algo que pode provocar em nós constrangimento e timidez.  Imagino se, um dia, fosse me dada a oportunidade de entrar na sala de trabalho do presidente da República, no Palácio do Planalto.  A sua glória, com certeza, seria impactante em meu coração.  E se fosse a presença de um monarca?  Se eu tivesse a chance de me deparar com a Rainha Elisabete II, todos os protocolos de comportamento, toda a etiqueta, e, principalmente, toda a pompa e majestade da Rainha iriam me deixar, certamente, calado, envergonhado e reverente.  Tanta glória me fariam agir como quem não sabe muito bem o que fazer nem pensar.

Eu continuo pensando muito sobre comunhão e intimidade com Jesus.  Este trecho da chamada oração sacerdotal de Jesus traduz, mais uma vez, a constante vocação do cristão a andar na proximidade do seu Senhor.  Pai, quero que onde eu estiver, estejam também comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória, a glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo.

Desta vez, Jesus ora em favor da Sua Igreja e Seu pedido é simples.  Ele pede para que o Pai possa fazer com que os discípulos aprendam e consigam estar com Jesus, onde Ele estiver.  Jesus ora, em outras palavras, para que o Pai nos faça andar na profundidade da comunhão e intimidade. 

Nesse caso, estar com Jesus tem um propósito bem definido: é para que vejamos a Sua Glória.  É como se a Rainha Elisabete nos quisesse chamar a estar com ela, entrar na sua presença, apenas para que víssemos toda a sua glória e o esplendor de sua majestade.  Certamente, essa comunhão na glória da Rainha seria de tremendo impacto em nossas vidas.

É incomparavelmente maior a Glória do Senhor e infinitamente mais Poderoso o nosso Deus.  No entanto, é algo assim que Jesus pede ao Pai em nosso favor.  Que estejamos com Ele, em intimidade, no lugar onde Ele estiver, para que vejamos a Sua Glória.  E, certamente, a visão da Glória de Jesus é de impacto inenarrável e incomparável.  A Glória do Deus do universo mata o homem, transforma o coração, muda-nos em essência, santifica as nossas vidas, impacta, de tal maneira, que somos silenciados, transformados, humilhados, vivificados.  Não somos nem podemos ser os mesmos depois que entramos na presença do Deus do Universo e nos pomos diante de Sua glória e tremenda majestade.

Mas ver a glória é também partilhá-la.  Impactados pela presença de Deus, somos transformados por essa glória, que vai nos moldando pelo Espírito.  Estar com Jesus, penetrar na presença dEle e se prostrar ante a Sua Glória e Poder é adentrar no processo de santificação, de transformação.  Somos, assim, moldados e tornados, mais e mais, semelhantes a Cristo.  Santificados para refletir a Glória de Deus em nossas vidas.  A glória que o Pai deu ao Filho é a glória que Jesus quer partilhar com aqueles que se aventuram em Sua comunhão, a glória da santificação e do poder do alto.

Por isso, essa parte da oração de Jesus pode ser entendida como um pedido ao Pai para que queiramos usufruir a Sua presença, comunhão e santidade.  E, desse modo, se traduz em um desafio a nós, Seus discípulos, para que desejemos essa comunhão mais ardentemente.

 

Daniel Dantas

Missionário da 1ª IPI do Natal

http://cavernadeadulao.blogspot.com

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