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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pecado

Pecado

 

Ora, na vossa luta contra o pecado ainda não tendes resistido até ao sangue.

Hebreus 12. 4

 

Ontem uma irmã de minha igreja foi cirurgiada para a remoção de um grave tumor.  Cheguei à tarde na igreja, encontrei-me com meu pastor e fui lhe perguntar como havia sido a cirurgia.  Ele me falou que foi uma cirurgia muito complicada, principalmente porque o câncer estava colado ao sacro.  Os médicos que realizavam o procedimento tiveram que chamar um outro especialista para tentar extraí-lo.   E, finalmente, ele conseguiu.  No entanto, na luta para extrair o câncer, ele se rompeu e espalhou pus pela cavidade abdominal da nossa irmã.  Mas tudo terminou bem.

Fiquei imaginando que há pecados em nossa vida, tanto pessoal quanto comunitária, que se enraízam tão profundamente quanto um tumor como esse.  Pecados-tumores que precisam ser extraídos, sob risco de nossas mortes espirituais.  Pecados-tumores que somente o poder da Palavra de Deus, espada do Espírito, penetra tão fundo que, discernindo juntas e medulas, sentimentos e emoções, separa a parte doente da sã e remove-os inteiramente.  Pecados-tumores que precisamos estar inteiramente dispostos a suportar o sofrimento de sua extração.  Estar disposto a resistir até ao sangue na luta contra eles.  Sua remoção não é uma ação individual, das nossas próprias forças, mas um esforço conjunto com a graça de Deus e a Palavra de Deus.  Doerá, e salvará nossas vidas.

Precisamos depender de Deus para essa extração.  Como um especialista que pode detectar a extensão de um tumor, o Senhor conhece todas as raízes que fixam o pecado em nossa vida.  Ele mostra a extensão do pecado.  Mostra onde devemos cortar nossa própria carne.  Ele dirige a cirurgia de remoção.

Essa remoção não depende de nenhuma palavra legalista.  Não depende de participar ou provocar rituais religiosos.  Não depende de qualquer coisa que se fundamente de alguma maneira na força humana.  Ela é resultado de um coração que sinceramente se entrega nas mãos do Cirurgião Chefe.  Alguém que se alimenta de doses diárias de Quimioterapia espiritual, na leitura e meditação da Palavra de Deus.  É essa ação, a rendição ao Pai, a busca da comunhão com Ele e o meditar na Lei do Senhor, que promove a verdadeira extração das obras da carne.  E o surgimento, em seu lugar, do bendito fruto de santidade do Espírito Santo.

Deus tem me incomodado ao dizer que está a postos para fazer isso na minha própria vida.  Está me incomodando ao lembrar que está começando a fazer essa cirurgia no meio do Seu povo, extraindo tudo o que se Lhe opõem em nosso meio.  Estaremos disposto a suportar a dor e o sofrimento disso?  Estamos prontos a resistir ao pecado até ao sangue?  Escolheremos um caminho de vida ou caminho de morte?

 

Daniel Dantas

Missionário da 1ª IPI do Natal

http://cavernadeadulao.blogspot.com

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