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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Você já ouviu alguma pregação e, ao fim, comentou: Ele fala bonito? Pois é. Tome cuidado com o que seu coração faz com essa mensagem. Deixa Deus revolucionar sua vida por meio da Palavra.

Cantor de canções de amor

O Senhor disse: Homem mortal, quando os seus irmãos israelitas conversam perto das muralhas da cidade ou na porta das suas casas, eles falam de vocês. Eles dizem: “Vamos saber o que o Senhor tem para nos dizer agora”. Assim o meu povo se ajunta em grande número para ouvir o que você tem para dizer, mas eles não querem pôr em prática o que vocês diz. “Ele fala bonito” - eles dizem, mas o que eles querem é ganhar dinheiro. Para eles você não passa de um cantor de canções de amor ou tocador de harpa. Eles ouvem o que você diz, porém não fazem nada daquilo que você manda. Porém, quando acontecer tudo o que você diz – e vai acontecer mesmo -, aí eles ficarão sabendo que um profeta esteve no meio deles.

Ezequiel 33. 30 – 33.

Em uma manhã recente, estava no púlpito da igreja enquanto o pastor pregava. Ele estava falando sobre o texto de Atos 2, o relato de Pentecostes. Falava sobre a importância de esperar, orando. Mas me incomodou muito ver, no fundo do templo, no lugar de controle do som, três jovens conversando animadamente, de costas para o pregador.

Em uma outra ocasião, três dias após eu haver pregado na mesma igreja, perguntei a um amigo o que ele tinha achado da mensagem. Durante o culto, os olhos daquele rapaz estavam sobre mim. Porém, quando eu quis saber se ele lembrava algo daquela pregação ele não sabia. Não é que ele não lembrava. Ele nunca soube porque não estava prestando atenção.

Deus tem levantado homens e mulheres para anunciarem a Sua Palavra no nosso meio. Profetas e profetisas têm sido postos para nos instruir e desafiar acerca da vontade de Deus para as nossas vidas. Mas temos sido indiferentes a cada um deles. Encaramos cada um como alguém que canta bonito, alguém que toca bem, alguém que fala grandiosamente, mas não estamos atentos ao que estão dizendo. Somos até capazes de, nos dirigindo a eles no fim de nossos cultos, dizer-lhes que eles pregaram uma bela mensagem. Uns para os outros dizemos: Ele fala bonito.


Quer saber mais? Leia aqui.

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