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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sem conhecimento

Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.

Jó 42. 3 – 4.

Há uma pitada de humor nessa história de Deus com Jó. Jó passou tanto tempo clamando para que Deus viesse lhe mostrar onde ele havia errado, qual era o seu pecado, explicar o porquê de tudo que estava acontecendo. Finalmente, o Senhor veio, e por quatro capítulos (38 – 41) como que pôs Jó no seu devido lugar. O discurso de Deus poderia ser entendido como que o Senhor dissesse: Você realmente quer comparar minha inteligência, meus motivos e o meu poder com você? Você realmente quer medir forças comigo, que criei o Universo e tenho tudo sob controle?

Numa linguagem popular, Jó termina pagando um mico. E em resposta diz algo que pode ser traduzido por: Que bobagens que eu andei falando! Jó reconhece que a mente humana, a sua mente, não é capaz de alcançar a dimensão dos juízos, da vontade e da sabedoria de Deus. Ele não seria capaz, jamais, de compreender todas as coisas que fazem parte do plano de Deus, porque Ele é o Alto e Sublime que habita em luz inacessível.

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