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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sem conhecimento

Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.

Jó 42. 3 – 4.

Há uma pitada de humor nessa história de Deus com Jó. Jó passou tanto tempo clamando para que Deus viesse lhe mostrar onde ele havia errado, qual era o seu pecado, explicar o porquê de tudo que estava acontecendo. Finalmente, o Senhor veio, e por quatro capítulos (38 – 41) como que pôs Jó no seu devido lugar. O discurso de Deus poderia ser entendido como que o Senhor dissesse: Você realmente quer comparar minha inteligência, meus motivos e o meu poder com você? Você realmente quer medir forças comigo, que criei o Universo e tenho tudo sob controle?

Numa linguagem popular, Jó termina pagando um mico. E em resposta diz algo que pode ser traduzido por: Que bobagens que eu andei falando! Jó reconhece que a mente humana, a sua mente, não é capaz de alcançar a dimensão dos juízos, da vontade e da sabedoria de Deus. Ele não seria capaz, jamais, de compreender todas as coisas que fazem parte do plano de Deus, porque Ele é o Alto e Sublime que habita em luz inacessível.

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