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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

No pó e na cinza

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

Jó 42. 5 – 6.

Ao se deparar finalmente com o Deus vivo, Jó reconhece que não é nada, não passa de pó e cinza. Diante da glória do Deus de todo universo, a sensação de nulidade pessoal é tremenda. Outros homens passaram por experiências semelhantes, como Daniel, Ezequiel, Isaías, João. Tudo isso acontece porque a visão do Deus de toda glória deixa uma marcante impressão do Espírito na alma. Essa impressão nos conduz ao reconhecimento de que não somos nada sem a graça de Deus.

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