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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Esse era o texto do abaixo-assinado:

Projeto de Biossegurança (PL 2401/03)

Esta semana a Câmara dos Deputados iniciará a discussão do Projeto de Modificação da Lei 8.974, de 1995, a chamada Lei de Biossegurança (PL 2401/03). Um dos pontos de polêmica do projeto diz respeito à liberação da pesquisa em células-troncos embrionárias, que os cientistas consideram capazes de reconstruir qualquer tecido do corpo humano.

As células-troncos podem se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele). Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas.

Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.

A pesquisa em células-tronco é a grande esperança de cura para milhares de doentes graves. O projeto da Lei de Biossegurança prevê que os embriões congelados em clínicas de fertilização há mais de três anos poderão ser dispostos para pesquisa. Estes embriões não servem mais para serem implantados e, por isso, caso não sejam aproveitados na pesquisa, são jogados no lixo. Isso mesmo: no lixo.

Por isso, é triste ouvir na imprensa que um grande obstáculo à liberação dessas pesquisas é a chamada bancada evangélica. Seria pecado contra a Lei de Deus a pesquisa com estes embriões e não seria jogá-los no lixo?

Em virtude desses pontos, elaboramos esse abaixo-assinado de evangélicos, endereçado aos deputados da Frente Parlamentar Evangélica a fim de que não bloqueiem o acesso à cura e à restauração a tantos que sofrem, aprovando o texto da Lei de Biossegurança.

Se você desejar participar desse abaixo-assinado, coloque seu nome na seqüência e encaminhe para o maior número de contatos evangélicos. Quando a lista chegar a vinte nomes, encaminhe ao Deputado Adelor Vieira, presidente da Frente Parlamentar Evangélica: dep.adelorvieira@camara.gov.br.

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