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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Temor e intimidade

A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a Sua aliança.

Salmo 25. 14

Imagine uma casa. Uma casa não. Uma mansão. Cada quarto, uma suíte confortável. Nada de calor, nada de dispersão, nada de dúvida, nada de insegurança. Puro conforto, puro prazer. Vida pura.

Você caminha por essa casa. A cada cômodo, você se impressiona com a tranqüilidade, a paz e a beleza do lugar. Todas as coisas arrumadas, tudo organizado. E o lugar é seu. Todo seu. Você não precisará dispor de um real para usufruir desse lugar, para entrar nele, para estar em seus cômodos, para viver em seus quartos. O lugar é seu de graça, mesmo você percebendo o seu enorme valor. O lugar é seu. Lugar de intimidade e comunhão.

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