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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Saciando a sede

Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água viva vão jorrar do coração de quem crê em mim”.

João 7. 37 - 38

Mês passado fiz uma viagem para o Seridó Potiguar. Depois de passar por uma serra chamada “do Doutor”, começamos a perceber os efeitos da estiagem na terra seca. A temperatura subiu muito. A paisagem ficou amarronzada com a caatinga sem água. E a gente começou a ver muitos animais mortos de fome e sede às margens da estrada.

Na volta, em torno da uma da tarde, o calor era maior. Apesar do ar condicionado do veículo, a carenagem estava tão quente que o calor extravasava para dentro do carro. E eu olhava admirado como seria possível alguém viver e trabalhar em terra tão inóspita. Para mim, seria impossível. Doía somente imaginar que tipo de vida o sertanejo suportava.


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