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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O preço do discipulado (parte 2)

E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

Lc. 14. 27

No fim do evangelho de João, Jesus tem um diálogo interessante após a restauração de Pedro. Jesus diz a Pedro que haverá um momento na sua vida, mais precisamente sua morte, em que ele será levado contra a vontade: “quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres” (Jo. 21. 18). João, que escreve após a morte de Pedro, pode nos explicar o sentido das palavras de Jesus: “Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus” (Jo. 21. 19). Jesus diz a Pedro, em outras palavras, que ele deve abrir mão do “direito” de escolher seu próprio caminho na vida.

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