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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O abalo

E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.

Isaías 6. 3-4

Acho que seria um exercício interessante para a nossa fé se pudéssemos imaginar mais. Por exemplo, se pudéssemos nos imaginar entrando no Santo dos Santos com Isaías na visão do capítulo 6 de seu livro. Com ele, olharíamos por cima dos querubins sobre a Arca e veríamos o Senhor. O Formoso Senhor Deus, sentado em uma Alto e Sublime Trono de Glória. Acredito que nossos olhos tentariam fugir de tal visão. Chegariam a doer diante do brilho da Luz do Senhor. Temeríamos ficar cegos.


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