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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Assisti à cerimônia de entrega do Oscar na torcida por Million Dollar Baby/Menina de Ouro. Lamentava, no entanto, não ter assistido Finding Neverland/Em busca da terra do nunca, por falta de tempo, e Ray e Sideways, por falta de opções, já que nenhum dos dois ainda foi exibido em Natal. Logo, não tinha como julgar Jamie Foxx.
Mas se os dois favoritos eram O aviador e o filme de Clint Eastwood, venceu o melhor. Clint Eastwood não merecia levar o prêmio de melhor ator, mas certamente o de melhor direção. E o seu filme é bem melhor que o filme de Scorcese. Aliás, até agora não entendi Cate Blanchette. Para mim, Natalie Portman foi bem melhor que ela, em Closer.
Adorei o prêmio de melhor música para Diários de motocicleta, apesar da polêmica envolvendo a apresentação da canção na cerimônia, depois que a Academia vetou o autor Jorge Drexler e impôs Antonio Banderas e Carlos Santana. Que, aliás, estava vestindo uma camiseta com a figura imortalizada de Che e uma boina preta com uma estrela vermelha.
Enfim, venceu o melhor filme que eu assisti nesse início de ano. Pena que o outro grande filme de minha temporada de verão não levou nada. Refiro-me à Closer.
Por falar nisso, tive a mesma sensação que motivou a piada do mestre de cerimônia sobre Jude Law. O sujeito estava em praticamente todos os filmes deste fim de ano. Eu, pelo menos, fiquei surpreso ao vê-lo em O aviador. A lista passa por Closer, Capitão Sky, Alfie, e, se você souber mais, pode me dizer.

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