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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Assisti à cerimônia de entrega do Oscar na torcida por Million Dollar Baby/Menina de Ouro. Lamentava, no entanto, não ter assistido Finding Neverland/Em busca da terra do nunca, por falta de tempo, e Ray e Sideways, por falta de opções, já que nenhum dos dois ainda foi exibido em Natal. Logo, não tinha como julgar Jamie Foxx.
Mas se os dois favoritos eram O aviador e o filme de Clint Eastwood, venceu o melhor. Clint Eastwood não merecia levar o prêmio de melhor ator, mas certamente o de melhor direção. E o seu filme é bem melhor que o filme de Scorcese. Aliás, até agora não entendi Cate Blanchette. Para mim, Natalie Portman foi bem melhor que ela, em Closer.
Adorei o prêmio de melhor música para Diários de motocicleta, apesar da polêmica envolvendo a apresentação da canção na cerimônia, depois que a Academia vetou o autor Jorge Drexler e impôs Antonio Banderas e Carlos Santana. Que, aliás, estava vestindo uma camiseta com a figura imortalizada de Che e uma boina preta com uma estrela vermelha.
Enfim, venceu o melhor filme que eu assisti nesse início de ano. Pena que o outro grande filme de minha temporada de verão não levou nada. Refiro-me à Closer.
Por falar nisso, tive a mesma sensação que motivou a piada do mestre de cerimônia sobre Jude Law. O sujeito estava em praticamente todos os filmes deste fim de ano. Eu, pelo menos, fiquei surpreso ao vê-lo em O aviador. A lista passa por Closer, Capitão Sky, Alfie, e, se você souber mais, pode me dizer.

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