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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Mais uma vez, um stalker voltou a me visitar. Mais uma vez, a oportunidade de dizer que odeio o anonimato. Se você quer fazer uma crítica, um comentário, dar uma opinião, dê a cara a tapa e se identifique aqui no blog. Mesmo que você dê seu nome, você permanecerá incólume, mas tomará uma atitude menos covarde.
Se você quer julgar meu comportamento e minhas atitudes quanto à minha família, você deveria vir morar em minha casa e ser parte dela. Amo a minha a família. Não a desprezo, mas admito o quanto era difícil, à época da fala que você recortou em seu comentário, conviver com minha tia e minha avó, especialmente. Continua difícil, mas amadurecer é um processo que não acontece de uma hora para outra.
Por isso, nada disso atenta contra a revolução que a koinonia poderia gerar. O que eu defendo é maior do que eu, e maior do eu possa fazer: o que eu defendo é o que posso aprender e extrair da Bíblia. E se é assim, não é um desafio só para os outros, mas, antes de tudo, é um desafio a mim mesmo.

Só para completar o que eu disse, vou postar um texto publicado aqui quase um ano atrás, em 30 de janeiro de 2004, a respeito da minha tia:
Uma das minhas tias caminha para completar 63 anos. Ela teve uma vida de farrista, um aborto, um filho solteira, que foi incapaz de educar. Minha avó tomou para si a responsabilidade de criar Alexandre e jamais perdoou a juventude transviada que minha tia teve.
Essa tia tem sérios distúrbios mentais e problemas de saúde física decorrentes, claro, da vida louca que viveu. Há oito anos ela se converteu na minha igreja.
Ela é uma mulher de difícil convivência por todos os seus problemas psicológicos e emocionais. E, por isso e por todas as besteiras que fez na vida, ficou cada vez mais só e isolada. Artista, já teve muitos homens na vida (jovem bonita como era). Hoje, no fim da vida, corpo decrépito, sofre de solidão, de dores físicas, psicológicas e espirituais, fruto da sua vida. Sozinha.
Hoje eu tive pena de minha tia.

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