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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Mais uma vez, um stalker voltou a me visitar. Mais uma vez, a oportunidade de dizer que odeio o anonimato. Se você quer fazer uma crítica, um comentário, dar uma opinião, dê a cara a tapa e se identifique aqui no blog. Mesmo que você dê seu nome, você permanecerá incólume, mas tomará uma atitude menos covarde.
Se você quer julgar meu comportamento e minhas atitudes quanto à minha família, você deveria vir morar em minha casa e ser parte dela. Amo a minha a família. Não a desprezo, mas admito o quanto era difícil, à época da fala que você recortou em seu comentário, conviver com minha tia e minha avó, especialmente. Continua difícil, mas amadurecer é um processo que não acontece de uma hora para outra.
Por isso, nada disso atenta contra a revolução que a koinonia poderia gerar. O que eu defendo é maior do que eu, e maior do eu possa fazer: o que eu defendo é o que posso aprender e extrair da Bíblia. E se é assim, não é um desafio só para os outros, mas, antes de tudo, é um desafio a mim mesmo.

Só para completar o que eu disse, vou postar um texto publicado aqui quase um ano atrás, em 30 de janeiro de 2004, a respeito da minha tia:
Uma das minhas tias caminha para completar 63 anos. Ela teve uma vida de farrista, um aborto, um filho solteira, que foi incapaz de educar. Minha avó tomou para si a responsabilidade de criar Alexandre e jamais perdoou a juventude transviada que minha tia teve.
Essa tia tem sérios distúrbios mentais e problemas de saúde física decorrentes, claro, da vida louca que viveu. Há oito anos ela se converteu na minha igreja.
Ela é uma mulher de difícil convivência por todos os seus problemas psicológicos e emocionais. E, por isso e por todas as besteiras que fez na vida, ficou cada vez mais só e isolada. Artista, já teve muitos homens na vida (jovem bonita como era). Hoje, no fim da vida, corpo decrépito, sofre de solidão, de dores físicas, psicológicas e espirituais, fruto da sua vida. Sozinha.
Hoje eu tive pena de minha tia.

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