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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Emília vai trabalhar em Serra Negra do Norte, último município do Seridó Potiguar. Sábado, viajamos com o seu pai para conhecer a cidade e ver as possibilidades de moradia para ela.
Saímos às quatro e meia da manhã. Viagem muito cansativa mesmo. Quatro horas e cada vez o calor aumentava. Mas as paisagens valiam cada gota. As serras, a mata de caatinga. Mesmo Serra Negra é uma cidadezinha belíssima.
Em torno de Cruzeta e Acari muito verde manifestando a água dos açudes. Em outros pontos, os corpos de animais mortos ao lado da estrada denunciavam a sequidão do lugar. Na volta, o ar condicionado do carro já não dava vencimento ao calor.
Estrada muito estreita e perigosamente sinuosa. Mas no todo, a viagem foi fantástica. Foi interessante a conversa com Belchior, pai de Emília. E engraçada essa nossa amizade. Não há quem compreenda.
Foi interessante ver o constrangimento por parte de algumas pessoas em Serra Negra diante da nova promotora. O soldado que estava na delegacia, destreinado, imediatamente passou um rádio para o delegado. Mas o momento mais engraçado foi quando fomos em Caicó à pousada onde minha tia e minha avó estavam passando o fim de semana. Minha avó me apresentou à dona da pousada e eu apresentei Emília e seu pai a ela, dizendo que Emília vai ser promotora em Serra Negra. A mulher respondeu: É mesmo? Vai vender que produto?. Tive de me esforçar para conter meu riso e explicar que Emília é promotora de justiça.

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