Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Closer é um bom filme mesmo. Mas, fiquei aflito. A crueza como a estória trata os relacionamentos homem-mulher é terrível. É temível. É difícil você não se identificar com algum traço do caráter de qualquer dos quatro personagens. Um ou outro, mas dificilmente você reconheceria em si mesmo a doentia forma de ser de todos eles. Apesar de, no fundo, eu acreditar que eles representam toda a pureza das neuroses de cada um de nós.
Descobri, bem claramente mesmo, que a verdade pode ser uma arma para o bem, mas, em geral, nós a usamos destrutivamente em nossos relacionamentos. Homens e mulheres parecem fadados a serem assim.
O filme é bom, mas cuidado com ele. Não busquem romantismo no estilo comédia inglesa. Não é nada disso, mas sim uma crônica da nossa própria reles e fútil humanidade.

Comentários

Postagens mais visitadas