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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Após o golpe de Sílvio Santos, parece que a Globo resolveu cancelar a exibição de Bufo & Spallanzani e antecipou Bicho de Sete Cabeças para hoje. Diga-se de passagem, um dos melhores filmes nacionais que eu já assisti. E assisti absolutamente sozinho em um cinema do Dragão do Mar, em Fortaleza, em 2001.

Comentários

  1. Cara...adorei seus comentarios...achei sem querer seu blog...Sou do Rj e sou evangélica, cheia de devaneios e amor ao Senhor...rsrs.
    Um feliz ano novo
    Adriana

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  2. Obrigado, Adriana, pelo carinho de suas palavras. Feliz ano novo para você também.

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