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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Ando em uma fase muito minha. Muito nordeste. Muito Luiz Gonzaga. Muito Luiz Gonzaga mesmo. Meus vizinhos devem estar se incomodando porque eu só ando ouvindo o velho Lua em meu quarto. Beleza, singeleza, inocência - muita ou nenhuma -, forró, baião, xote, xaxado e o sangue nordestino correndo na veia. Minhas despedidas de Emília no último sábado foram palavras cantadas por Lula e seu filho, Gozanguinha:

Pense n´eu

(Gonzaguinha)

Pense n'eu quando em vez coração
pense n'eu vez em quando
onde estou, onde estarei
se sorrindo ou se chorando
pense n'eu... vez em quando

Tô na estrada, tô sorrindo apaixonado

pela gente e pelo povo do meu país
olêlê

tô feliz pois apesar do sofrimento

vejo um povo de alegria bem na raíz
vamos lá

alegria muita paz e esperança

na esperança de fazer tudo melhor
e será

alegria o meu nome é união

e povo unido é beleza mais maior

Comentários

  1. Não sou um profeta nem um filosos, não sou a vida nem tão pouco a morte, sou a vida em busca de vida, sou de algum lugar mas nem sempre encontro onde ancorar, moro perto da vida e longe da morte, sei dar valor a uma amizade, mas não consigo mante-la, faço a diferença, mas não faço falta. Sou vida procurando vida.

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  2. Muito interessante seu blog e muito mais o fato de vc ser mestrando na mesma área que eu. O tema da sua dissertação é interessantíssimo. Adoraria saber meis. Me visita depois e a gente pode trocar figurinhas...

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