Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal
Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Daniel,
ResponderExcluirTerminei o Seminário e formei-me sábado. A conclusão? o seminário não é nada senão uma construção histórica que representa o fracasso da religião atual de dar conteúdo (e não papinha de criança) a seus membros que querem servir com algumas ferramentas a mais.
Vi uma entrevista do Mainardi (não sei se é assim q se escreve o nome daquele colunista da Veja). Disse q, em Londres, preferiu ficar lendo livros do q fazer uma universidade. Construção histórica do fracasso... duro? não. apenas real. paro aqui... vando
Eu sempre achei que você não voltaria ao seminário, Daniel. Era uma certeza interna que tinha. Agora está tudo mais claro. Boa sorte.
ResponderExcluirGustavo (do J.U.)