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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Meu conceito de utopia não vem do dicionário. Está ligado à teoria crítica, mais particularmente, às noções de Manheim. Ele faz essa distinção entre utopia e ideologia. Foucault, em algum lugar, relaciona revolução a um conceito semelhante a esse de utopia. A ideologia é a reacionária. É por isso que se pode falar de uma "utopia de Jesus" ou da "revolução de Jesus". Esse campo não é devocional, ou mesmo teológico. Digamos que essa perspectiva é mais sociológica.
Cristianismo é utopia, sim. Utopia que desafia a estrutura de pecado mundial. E o conceito não deve ser reduzido ao senso comum ou ao sentido dicionarizado.
Reafirmo que essa perspectiva não é teológica (teológica é "ainda não") ou devocional (que é o "maranatha"). Essa perspectiva é sociológica.

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