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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Meu conceito de utopia não vem do dicionário. Está ligado à teoria crítica, mais particularmente, às noções de Manheim. Ele faz essa distinção entre utopia e ideologia. Foucault, em algum lugar, relaciona revolução a um conceito semelhante a esse de utopia. A ideologia é a reacionária. É por isso que se pode falar de uma "utopia de Jesus" ou da "revolução de Jesus". Esse campo não é devocional, ou mesmo teológico. Digamos que essa perspectiva é mais sociológica.
Cristianismo é utopia, sim. Utopia que desafia a estrutura de pecado mundial. E o conceito não deve ser reduzido ao senso comum ou ao sentido dicionarizado.
Reafirmo que essa perspectiva não é teológica (teológica é "ainda não") ou devocional (que é o "maranatha"). Essa perspectiva é sociológica.

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