Meia noite de um três de maio
Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Será que que você não está passando pela (não famosa, ninguém comenta, mas existe)crise dos 25? Já passei por ela e tenho pelo menos uma amiga que também a experimentou: essa coisa de velhice aos 25, e (vc sente isso?) sentir que se está perdendo tempo, que ele está passando e nada muda, nada nos acontece... Se for isso, fique firme: é ruim - mas passa. Claire.
ResponderExcluirÉ forçoso concordar com você.
ResponderExcluirVc tem capacidade para ser bem mais do que é. Tá na hora de parar de frescura, ir à luta e deliciar-se nas compensações de seus esforços (no caso, casar e esquecer o que é solidão).
ResponderExcluirQue bosta, Dayse...
ResponderExcluir