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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Ele foi chamado de piada, de grotesco, de escolha do "quanto pior melhor". Mas certamente foi o político que saiu com maior credibilidade desta eleição. E penso que não estou exagerando. Pouco a pouco, Miguel Mossoró está assumindo com clareza a personalização da ironia. Em uma entrevista hoje à tarde ele disse que veio à eleição, com suas propostas absurdas, como que denunciando a inércia da classe política tradicional. Não sei se os seus mais de 60 mil eleitores o viram como ele gostaria de ser visto, mas ele mudou o fazer político de Natal. Ele não era burro, ou bobo, como fez questão de dizer. Se prometia uma ponte de 320 km de extensão, apenas denunciava o descaso que protela há dez anos a construção de uma ponte de 2 km ligando Natal à Redinha, do outro lado do Rio Potengi. Essa construção, que foi iniciada com altos gastos de dinheiro público, foi condenada por perícia ainda nos fundamentos e tem de ser derrubada. Com o dinheiro dos natalenses.
Ele foi chamado de piada, mas agora todos correm atrás de seu apoio para o segundo turno. Miguel Mossoró, que você, de outras partes do país, vai poder curtir no Programa do Jô da quarta-feira, depois de amanhã.
Em tempo: eu sou petista, meu voto foi no PT. Minha candidata, Fátima Bezerra, deputada federal, terminou o pleito de ontem em quarto lugar, dez pontos percentuais atrás de seu Miguel.

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