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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Pessoalmente, considero João Alexandre o melhor (se não o único) compositor evangélico desse país. Quero trabalhar a música abaixo na reunião dos jovens de minha igreja na sexta. Como não achei a letra dela na Internet, em lugar algum, a escrevi e posto agora:

Em nome da justiça...

(João Alexandre)

Enquanto a violência acabar com o povão da baixada
E quem sabe tudo disser que não sabe de nada...
Enquanto os salários morrerem de velhos nas filas
E os homens banirem as leis ao invés de cumpri-las...

Enquanto a doença tomar o lugar da saúde
E quem prometeu ser do povo mudar de atitude...
Enquanto os bilhetes correrem debaixo da mesa
E a honra dos nobres ceder seu lugar à esperteza...

Não tem jeito não, não tem jeito não...

Só com muito amor a gente muda essa país,
Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz...
Nós, os filhos Seus, temos que unir as nossas mãos
Em nome da justiça, por obras de justiça...
Quem conhece a Deus não pode ouvir e se calar,
Tem que ser profeta e Sua bandeira levantar...
Transformar o mundo é uma questão de compromisso,
E muito mais e tudo isso...

Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em nome de Deus se deixar os feridos de lado...
Enquanto o pecado ainda for simplesmente um pecado,
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado...

Enquanto se canta e se dança de olhos fechados,
Tem gente morrendo de fome por todos os lados...
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive, não,
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive

E não tem jeito não, não tem jeito não...

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