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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
O dia hoje foi muito bom. Fui à aula e a professora Socorro nos deixou assustados com a disciplina desse semestre, já que a grande maioria dos textos com os quais vamos trabalhar são em língua inglesa. Mas eu tive a sorte de pegar um texto em português. Aliás, minha sorte vai além porque eu vou dar um seminário sobre o texto de um livro novo do professor Luiz Antônio Marcuschi, da UFPE, sobre Hipertexto e gêneros digitais.
Mas agora eu estou triste. Eu amo muita gente e tenho grandes amigos. No entanto, há pouco, senti como se uma flor viva em meu coração fosse esmagada por um amigo. Coisa semelhante já havia acontecido, mas não desse jeito. Ele não me decepcionou, mas me entristeceu. Ele não acha que tem amigos. Logo, eu posso tê-lo como meu amigo, mas eu não sou amigo dele. Ele pode até gostar de mim (e gosta), mas, segundo seu conceito, não somos amigos.
Isso me entristeceu porque ele é um dos meus grandes amigos e alguém de imensa importância para minha vida. Importância em momentos os mais difíceis. Eu sou muito grato a Deus por tê-lo posto na minha vida. Fiquei triste porque ele faz só. Fiquei triste porque ele não me tem como amigo. Fiquei triste por causa do amor, respeito, admiração que tenho por ele. Acho que morreria por ele. De verdade. Faria qualquer coisa para ele ter um encontro com o melhor amigo que eu encontrei... talvez a vida voltasse a ter sentido.

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