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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
O dia hoje foi muito bom. Fui à aula e a professora Socorro nos deixou assustados com a disciplina desse semestre, já que a grande maioria dos textos com os quais vamos trabalhar são em língua inglesa. Mas eu tive a sorte de pegar um texto em português. Aliás, minha sorte vai além porque eu vou dar um seminário sobre o texto de um livro novo do professor Luiz Antônio Marcuschi, da UFPE, sobre Hipertexto e gêneros digitais.
Mas agora eu estou triste. Eu amo muita gente e tenho grandes amigos. No entanto, há pouco, senti como se uma flor viva em meu coração fosse esmagada por um amigo. Coisa semelhante já havia acontecido, mas não desse jeito. Ele não me decepcionou, mas me entristeceu. Ele não acha que tem amigos. Logo, eu posso tê-lo como meu amigo, mas eu não sou amigo dele. Ele pode até gostar de mim (e gosta), mas, segundo seu conceito, não somos amigos.
Isso me entristeceu porque ele é um dos meus grandes amigos e alguém de imensa importância para minha vida. Importância em momentos os mais difíceis. Eu sou muito grato a Deus por tê-lo posto na minha vida. Fiquei triste porque ele faz só. Fiquei triste porque ele não me tem como amigo. Fiquei triste por causa do amor, respeito, admiração que tenho por ele. Acho que morreria por ele. De verdade. Faria qualquer coisa para ele ter um encontro com o melhor amigo que eu encontrei... talvez a vida voltasse a ter sentido.

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