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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Coisa semelhante aconteceu com a Rede Globo e também 24 Horas. No outro domingo, quando faltavam três episódios para o fim da temporada, uma chamada anunciou o próximo episódio como sendo o penúltimo. Imediatamente enviei um e-mail reclamando que me sentia enganado com essa postura: faltavam três episódio, mas a tevê anunciava apenas mais dois. Questionei de que forma eles iriam editá-los e se o trabalho iria ficar tão fraco como foram os dois primeiros episódios (que a Globo condensou em 40 minutos).
Desta vez, não houve e-mail de resposta. Mas pelo menos a tevê voltou atrás e decidiu exibir todos os capítulos restantes da emocionante história de Jack Bauer. Sorte minha e de mamãe que a gente já sabe como a história acaba.

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