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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Coisa semelhante aconteceu com a Rede Globo e também 24 Horas. No outro domingo, quando faltavam três episódios para o fim da temporada, uma chamada anunciou o próximo episódio como sendo o penúltimo. Imediatamente enviei um e-mail reclamando que me sentia enganado com essa postura: faltavam três episódio, mas a tevê anunciava apenas mais dois. Questionei de que forma eles iriam editá-los e se o trabalho iria ficar tão fraco como foram os dois primeiros episódios (que a Globo condensou em 40 minutos).
Desta vez, não houve e-mail de resposta. Mas pelo menos a tevê voltou atrás e decidiu exibir todos os capítulos restantes da emocionante história de Jack Bauer. Sorte minha e de mamãe que a gente já sabe como a história acaba.

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