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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Olimpíada é fatal em emoções. Mas ontem os Jogos Olímpicos se superaram. O time de vôlei feminino teve ter matado um monte de gente do coração. Eu ainda não entendo como um time consegue perder quando está vencendo por 24 a 19 no quarto set. Foi duro de aceitar.
No futebol já é normal um time jogar muito mais e terminar perdendo. Mas mesmo assim foi difícil vê as meninas perdendo para as americanas. Elas, as americanas, tributaram à injustiça o seu título. Elas admitiram que o Brasil foi muito mais time. E que Marta é a melhor jogadora do mundo. E Cristiane a melhor atacante. Mas elas ficaram com o ouro e nós com a prata.

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