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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Olimpíada é fatal em emoções. Mas ontem os Jogos Olímpicos se superaram. O time de vôlei feminino teve ter matado um monte de gente do coração. Eu ainda não entendo como um time consegue perder quando está vencendo por 24 a 19 no quarto set. Foi duro de aceitar.
No futebol já é normal um time jogar muito mais e terminar perdendo. Mas mesmo assim foi difícil vê as meninas perdendo para as americanas. Elas, as americanas, tributaram à injustiça o seu título. Elas admitiram que o Brasil foi muito mais time. E que Marta é a melhor jogadora do mundo. E Cristiane a melhor atacante. Mas elas ficaram com o ouro e nós com a prata.

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