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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Minha freqüência de postagem neste blog está horrível. Ainda mais se eu levar em conta que me digo um estudioso de blogs. Mas minhas últimas semanas me roubaram a sanidade.
Além do fim de semestre no mestrado, um monte de confusão na minha cabeça e vida pessoal têm me deixado mal. Bem mal. E eu tenho sentido falta de alguns de meus amigos que eu costumo encontrar por aqui, no ciberespaço.
Para completar meu estresse, uma tragédia acometeu a família de Rodrigo "Beagle". Rafael, seu primo, que passou parte da infância e adolescência lá na igreja, sofreu um acidente de moto e faleceu há três semanas. Ele estava vivendo com uma garota que estava grávida de sete meses. No dia da morte de Rafael, ela tentou se atirar pela janela do apartamento onde moravam, mas sua mãe conseguiu evitar o pior. Na semana seguinte, exatamente na hora em que fazia uma semana da morte de Rafael, ninguém estava lá para segurá-la. Ela se jogou do edíficio, matando a si mesma e ao bebê, Raul. O socorro ainda tentou, inutilmente, salvar a criança. Era tarde. Rafael tinha dezenove anos incompletos. Priscila, sua mulher, vinte e dois. Dificilmente esquecerei essa história algum dia na minha vida.

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