Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Minha freqüência de postagem neste blog está horrível. Ainda mais se eu levar em conta que me digo um estudioso de blogs. Mas minhas últimas semanas me roubaram a sanidade.
Além do fim de semestre no mestrado, um monte de confusão na minha cabeça e vida pessoal têm me deixado mal. Bem mal. E eu tenho sentido falta de alguns de meus amigos que eu costumo encontrar por aqui, no ciberespaço.
Para completar meu estresse, uma tragédia acometeu a família de Rodrigo "Beagle". Rafael, seu primo, que passou parte da infância e adolescência lá na igreja, sofreu um acidente de moto e faleceu há três semanas. Ele estava vivendo com uma garota que estava grávida de sete meses. No dia da morte de Rafael, ela tentou se atirar pela janela do apartamento onde moravam, mas sua mãe conseguiu evitar o pior. Na semana seguinte, exatamente na hora em que fazia uma semana da morte de Rafael, ninguém estava lá para segurá-la. Ela se jogou do edíficio, matando a si mesma e ao bebê, Raul. O socorro ainda tentou, inutilmente, salvar a criança. Era tarde. Rafael tinha dezenove anos incompletos. Priscila, sua mulher, vinte e dois. Dificilmente esquecerei essa história algum dia na minha vida.

Comentários

Postagens mais visitadas