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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Eu jamais gostaria de parecer ou de ser o dono da verdade. Neste espaço, eu expresso minhas opiniões. E convido à discussão e ao debate. Isso significa que eu adoro quando alguém discorda de mim e nós podemos dialogar. Esse é o sentido de uma comunidade.
Mas a comunidade e a discussão morrem quando os nomes morrem. Morrem no anonimato. Eu detesto anonimato. Por mais discrepante que seja sua opinião não seja covarde e manifeste-se abertamente. Neste blog, não há espaço para anonimato. Você, A, já deve saber disso. Mas sua covardia não o (a) deixa mudar. Se você acha que tem opinião, expresse-a dignamente. Somente assim merecerá meu respeito. Ou o respeito de qualquer pessoa, diga-se de passagem. Anônimos não são ninguém. Por isso, não merecem respeito de quem quer que seja.

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