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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
A semana está se aproximando do fim. Momentos intensos e intensamente cansativos marcaram esses dias, desde o Colóquio em Fortaleza, passando pela retomada das aulas do mestrado, reunião da base de pesquisa. Deus falou algumas coisas, lançou alguns desafios ao meu coração, à minha vida.
Agradeço a Ele a oportunidade que me dá de estudar. O estudo, a academia, entre tantas coisas fascinantes, tem me feito dimensionar com clareza o lugar em que estou, a pessoa que sou. Tem me feito entender o que preciso entender, também, sobre vocação.
Desafios. E mais desafios. Os blogs, dos quais o meu também, são um prazeroso desafio para serem pensados, analisados, estudados. Inclusive, matéria da última edição da Nova Escola aponta, rasteiramente (é verdade), alguns caminhos de uso, estudo e análise. Rasteiramente.

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