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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Primeiro, a Band mostrou sua face autoritária ao demitir Jorge Kajuru por este ter mostrado a verdade e ferido os brios do governador-ditador de Minas, Aécio Neves. Na mesma semana, o arbítrio entrou novamente em cena para demitir Alberto Dines do Jornal do Brasil. Pelo mesmo motivo de falar a verdade. No primeiro caso, ainda houve quem defendesse a Band. O JB ninguém defende. Dines é um ícone do jornalismo e dos estudos sobre o jornalismo no Brasil. A atitude do JB é indefensável.
Quando Lula ameaçou expulsar Larry Rohter do país, grupos midiáticos e políticos gritaram em protesto por vários dias. Desta vez, quando são os interesses destes grupos e destes políticos que se colocam sob a crítica, as únicas vozes que conseguem se erguer, alternativamente, são as dos jornalistas.
Esse é um sinal inconfundível de que esta é uma profissão de alto risco. E é sinal, também, de que o jornalismo brasileiro está ferido de morte.

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