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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Este blog tem, de forma ainda empírica, ajudado a comprovar algumas das hipóteses que tenho levantado em minha pesquisa. Como é o caso do que chamamos de comunidade blogueira.
Digo isto porque nestes dias fui contatado por diversas pessoas interessadas em que eu lhes enviasse uma cópia da minha resenha (que nem era uma resenha crítica, mas sim jornalística) do livro de Carlos Dorneles, Deus é inocente, a imprensa não. Estas pessoas tiveram contato e foram despertadas no interesse através da descoberta deste blog no Google.
Por outro lado, no post sobre Circuladô há um contato de um velho amigo, Pablo, morador hoje da capital do país. A Internet, realmente, é capaz de encurtar tempo e espaço.
E por falar em resenha crítica e resenha jornalística, deixem-me ir que eu tenho uma aula agora sobre gêneros de textos (ou de discurso, depende do seu referencial teórico).

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