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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Este blog tem, de forma ainda empírica, ajudado a comprovar algumas das hipóteses que tenho levantado em minha pesquisa. Como é o caso do que chamamos de comunidade blogueira.
Digo isto porque nestes dias fui contatado por diversas pessoas interessadas em que eu lhes enviasse uma cópia da minha resenha (que nem era uma resenha crítica, mas sim jornalística) do livro de Carlos Dorneles, Deus é inocente, a imprensa não. Estas pessoas tiveram contato e foram despertadas no interesse através da descoberta deste blog no Google.
Por outro lado, no post sobre Circuladô há um contato de um velho amigo, Pablo, morador hoje da capital do país. A Internet, realmente, é capaz de encurtar tempo e espaço.
E por falar em resenha crítica e resenha jornalística, deixem-me ir que eu tenho uma aula agora sobre gêneros de textos (ou de discurso, depende do seu referencial teórico).

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