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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Após o frustrante fim de Celebridade, resolvi me arriscar hoje a assistir à estréia de Senhora do Destino. O fato de possuir claras referências políticas me atraiu. Se bem que todos os fatos foram encadeados de maneira muito rápida, sem muito aprofundamento. Supondo que nem todo mundo conhece a história do Brasil, acredito que muita coisa sobrou não entendida para boa parte do público.
Mas uma coisa de continuidade e cronologia me preocupa: de 1968 a 2004 são 36 anos. Se a segunda fase da novela se passar contemporaneamente, algumas coisas vão ser intragáveis. Dado Dolabella, Marcelo Anthony, Leonardo Vieira, Eduardo Móscovis e a própria Carolina Dickman (que será a filha roubada na segunda fase) não têm idade para incorporarem os personagens. Carolina, por exemplo, jamais convencerá como alguém de 36 anos de idade.

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