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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Após o frustrante fim de Celebridade, resolvi me arriscar hoje a assistir à estréia de Senhora do Destino. O fato de possuir claras referências políticas me atraiu. Se bem que todos os fatos foram encadeados de maneira muito rápida, sem muito aprofundamento. Supondo que nem todo mundo conhece a história do Brasil, acredito que muita coisa sobrou não entendida para boa parte do público.
Mas uma coisa de continuidade e cronologia me preocupa: de 1968 a 2004 são 36 anos. Se a segunda fase da novela se passar contemporaneamente, algumas coisas vão ser intragáveis. Dado Dolabella, Marcelo Anthony, Leonardo Vieira, Eduardo Móscovis e a própria Carolina Dickman (que será a filha roubada na segunda fase) não têm idade para incorporarem os personagens. Carolina, por exemplo, jamais convencerá como alguém de 36 anos de idade.

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