Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Viagem cansativa ao extremo. Cheguei do aniversário da minha tia Lourdinha às duas horas da manhã do sábado. Acordamos quatro e meia para irmos para Recife. Saímos às seis horas. Depois de dois pneus estourados na estrada e duas paradas, chegamos ao Veneza Water Park perto do meio dia. Tarde de piscinas, conversas e diversão. Após tomarmos banho, fomos ao Shopping Center Recife, onde chegamos às sete da noite. Encontramos com os amigos de Recife, entre eles o Bruno. Oito e meia fomos para o Espaço Renascer, onde aconteceria o Abril Pró-Gospel. Nenhum de nós tinha mais forças. Dormi deitado no chão, em colos de amigos, no carro de um primo. Só despertei quando começou o show de uma das bandas mais ridículas que já conheci na vida, Fornalha. Dancei música brega até não querer mais. Em seguida, forrozei com Os Cabras de Cristo. Viemos embora imediatamente depois. Todos com sono pesado naquele ônibus. Eram quatro da manhã. Às sete, fomos despertados ao som da Fornalha. Estávamos chegando a Natal. Só bagaço. Dormi o domingo inteiro. E já já vou para a igreja. Lembrar do sucesso do sábado. E rir o máximo que puder.

Comentários

Postagens mais visitadas