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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Viagem cansativa ao extremo. Cheguei do aniversário da minha tia Lourdinha às duas horas da manhã do sábado. Acordamos quatro e meia para irmos para Recife. Saímos às seis horas. Depois de dois pneus estourados na estrada e duas paradas, chegamos ao Veneza Water Park perto do meio dia. Tarde de piscinas, conversas e diversão. Após tomarmos banho, fomos ao Shopping Center Recife, onde chegamos às sete da noite. Encontramos com os amigos de Recife, entre eles o Bruno. Oito e meia fomos para o Espaço Renascer, onde aconteceria o Abril Pró-Gospel. Nenhum de nós tinha mais forças. Dormi deitado no chão, em colos de amigos, no carro de um primo. Só despertei quando começou o show de uma das bandas mais ridículas que já conheci na vida, Fornalha. Dancei música brega até não querer mais. Em seguida, forrozei com Os Cabras de Cristo. Viemos embora imediatamente depois. Todos com sono pesado naquele ônibus. Eram quatro da manhã. Às sete, fomos despertados ao som da Fornalha. Estávamos chegando a Natal. Só bagaço. Dormi o domingo inteiro. E já já vou para a igreja. Lembrar do sucesso do sábado. E rir o máximo que puder.

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