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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Por fim, queria falar sobre as enormes críticas que têm sido feitas a Lula. São justas. Eu mesmo estou me decepcionando mais a cada dia. Mas ontem eu fui ao site do CNPQ e percebi uma coisa que Lula está fazendo de extremamente positivo. Ele está priorizando a pesquisa científica como ninguém jamais fez antes. Prova disso foi o que me aconteceu. Sabem por que fui contemplado com uma bolsa da CAPES? Porque o CNPQ (órgão do governo) aumentou o número de bolsas disponíveis para Pós-Graduação, especialmente no Nordeste. E mais do que isso. O valor das bolsas foi reajustado pela primeira vez desde 1994(!). O reajuste foi pequeno diante da devasagem, mas melhor do que nada. Em 94, época de paridade cambial, a bolsa de mestrado valia cerca de R$ 700 (ou US$ 700). Se fosse mantido o valor da bolsa relacionado ao dólar ela seria hoje de R$ 2100(!). Mas subiu para apenas R$ 855,00. Ainda assim o fato demonstra uma preocupação que Fernando Henrique não teve. E pensar que Fernando Henrique é o grande sociólogo, professor e pesquisador, e Lula, o metalúrgico semi-analfabetizado...

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