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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Minha avó fez uma observação interessante na televisão hoje. Digna de discussão nas aulas de Adriano no mestrado. Hoje à noite foi exibido o programa gratuito do PSDB. Obviamente, sentaram a pua no Governo Lula. O programa acusou o desemprego, a falta de crescimento econômico, as altas taxas de juros. Acabou e voltou o Jornal Nacional. Primeira matéria: alta dos preços do Petróleo, que atingiu o maior valor da história. Cristina Serra anunciou a vinda de uma possível grande crise internacional. A matéria seguinte nos disse que o número de empregos na construção civil aumentou em 25 mil vagas no primeiro trimestre do ano. A construção civil é o termomêtro da economia, segundo a reportagem, o que aponta a retomada do crescimento. Em seguida, foram apresentadas ações positivas do governo anunciadas em reunião do Conselho de Desenvolvimento Social hoje. E tudo teve como gran finale Lula e Palocci falando que apesar da crise internacional (aquela que Cristina Serra apontou) o Brasil está no rumo certo. (Nesse momento, eu podia apostar que no bloco seguinte as matérias diriam respeito à Guerra no Iraque - BINGO!!! Reconstrução de Lula a caminho).
Pois bem. Minha avó, uma daquelas senhoras que acredita em tudo o que a televisão diz, foi capaz de perceber que o JN parecia programa do PT respondendo às acusações do partido de Serra. A coisa foi tão nítida que mesmo o mais incauto dos espectadores deve ter notado.

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