Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Impressionante como alguns textos não perdem a relevância, mesmo que passem os anos. A representação do eu na vida cotidiana, de Erving Goffman, é dos anos 50. É fascinante. Estou lendo para a minha dissertação. Sugestão de Susana e Adriano. As noções da vida social como vida de encenação tem tudo a ver com o que fazemos nos nossos blogs. Aliás, Goffman esclarece que a vida em sociedade se estabelece nessas dramatizações. Somos atores. Usamos máscaras. Assumimos papéis. Mas é claro, pelo menos para mim, que quando estamos no ciberespaço essa dissimulação ganha enorme magnitude. É ainda mais fácil (e necessário) trapacear por aqui. Esse ponto é importante na hora de definir o que sejam blogs.

Comentários

Postagens mais visitadas