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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Estamos estudando vocação com os jovens da igreja. Hoje eu pus em prática nesse contexto algumas reflexões trazidas dos estudos de teorias da leitura no mestrado. A leitura leva, de certa forma, o leitor a experienciar as narrativas as quais lê. Ele se identifica catarticamente com os personagens, sente com eles, sofre com eles, vive as suas vidas.
Propus, pensando nisso, um exercício de imaginação aos meninos. Dentro do tema vocação para relacionamentos, é claro. Divide o grupo em três menores e lhes dei pequenos textos que contavam as histórias de três personagens que tiveram encontros transformadores com Jesus (Pedro, a mulher adúltera e Zaqueu). Prioritariamente, a idéia era extrair princípios de vida e relacionamento dessas histórias. Subsidiariamente, despertar nos meninos a consciência de leitor ao fazê-los perceber que mergulhar em um texto é mergulhar em um rico mar de sentidos, emoções e vida. A imaginação deve nos levar a tornar reais para nós o que às vezes não passa de letra fria e morta.

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