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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Acredito que toda a celeuma em torno de Larry Rohter foi fruto de uma aposta arriscada do governo Lula. O objetivo era reconstruir a imagem riscada que Lula vinha carregando nos últimos tempos. O agendamento do assunto na mídia serviu para opor um presidente anti-americano a um jornalista profundamente americano. Quer dizer, em um contexto amplamente desfavorável à simpatia com o Grande Irmão do Norte, essa era a fórmula certa para reestabelecer a imagem de Lula. E mesmo quando pareceu que ele extrapolou, ao propor a expulsão de Rohter, pesquisas apontam que o povo ficou do lado do presidente. Na verdade, pesquisa divulgada esta semana, inclusive no Portal Comunique-se, mostra que, por exemplo, 30% dos entrevistados melhoraram seu conceito acerca de Lula após os incidentes, incluindo a quase-expulsão.

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